terça-feira, 22 de abril de 2008

Pam-pam-pam-pam-pam paaam

Era pra ser um legítimo vôo de valquírias, mas mais saiu um surto de esquizofrenia.

A Peça:
Lembro bem quando começamos a escrevê-la. Tratava-se de uma brincadeira que tínhamos inventado (ou eu tinha sugerido), onde cada um assumia parte do diálogo entre dois personagens. Um era Garcin, inicialmente um jesuíta. Outro era o Weinstein, um judeu maníaco-depressivo. Era uma aula de Ed. Fís. onde eu, pra variar, não fiz porra nenhuma ... que tivesse a ver com Ed. Física.

Garcin, como todos vocês devem saber, teve o nome tirado de uma peça do Sartre, Entre Quatro Paredes, da qual eu muito gostava. Aliás, adoro Sartre. Quem nunca leu A Idade da Razão? Enfim. Adoro-o. Certo dia trarei alguns fragmentos de Eróstrato.

Voltando à Peça...
Lembro dos primeiros diálogos, e da minha tara por simonia. Sempre quis vender relíquias religiosas. Está no meu sangue de capuchinho depravado. (/gotgot)
Lembro também de quando criei o Abade e ele o Hitler. Malzoni foi responsável por canalizar toda a influenza que a poesia florentina teve sobre mim. Aliás, Malzoni também é a cópia daquele padeiro, do Cyrano. Como é mesmo o nome dele? É o padeiro parisiense, que é sacaneado por um bando de vagabundos, mas que escreve belos versos neoclássicos. Pessoalmente, fico feliz em nunca ter conhecido um Malzoni em minha vida, salvo se ele tiver uma padaria.


Atéapróxima.


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